Partido diz que está à disposição do TSE e da PF para prestar esclarecimentos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, em debate na CNI — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo O partido Missão afirmou nesta quinta-feira que foi alvo da filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro e que vai acionar a Polícia Federal (PF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar os responsáveis pelo episódio. A inclusão do senador nos quadros da legenda apareceu no sistema da Justiça Eleitoral e impediu que o PL registrasse, nesta quinta, a candidatura de Flávio à Presidência da República. O caso foi revelado pela colunista Malu Gaspar, do GLOBO. Em nota, o Missão afirmou que seu sistema identificou a fraude e que a legenda tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas a operação foi rejeitada pelo TSE. “Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, afirmou o partido. A legenda acrescentou que o gabinete de Flávio foi informado sobre a tentativa de filiação no último dia 2. Segundo o Missão, os e-mails enviados à equipe do senador foram abertos, mas não receberam resposta. O partido afirmou ainda que entregará às autoridades um relatório com registros do sistema, e-mails e endereços de IP relacionados ao episódio. “A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos”, diz a nota. A sigla também aproveitou o comunicado para fazer críticas políticas a Flávio. Disse que não tem interesse em mantê-lo em seus quadros por considerar que há “desalinhamento ideológico” e citou “acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”. A fraude veio à tona quando a campanha tentou registrar a candidatura presidencial de Flávio nesta quinta-feira. Ao acessar os sistemas da Justiça Eleitoral, integrantes do PL descobriram que o senador aparecia como filiado ao Missão, partido presidido por Renan Santos, que também disputa o Palácio do Planalto. O TSE informou que não houve invasão de seu sistema e que a filiação foi cadastrada por um representante do Missão. A certidão emitida pela Justiça Eleitoral indica que Flávio teria deixado o PL na quarta-feira, dia 12, e passado a integrar a nova legenda. A situação impede, por ora, o registro da candidatura pelo PL. A campanha de Flávio também decidiu procurar a PF e pedir o restabelecimento de sua filiação partidária. O prazo para que partidos e coligações registrem seus candidatos termina no sábado, dia 15, às 19h.
Missão diz ter sido alvo de fraude em filiação de Flávio Bolsonaro e que avisou gabinete de senador, mas não teve resposta
Partido diz que está à disposição do TSE e da PF para prestar esclarecimentos













