Entidade relatoi apo STF que a corporação teria feito buscas nas salas de todos os advogados do escritório e chegou a recolher o celular de Eugênio Aragão, sócio de Tomaz, que não é investigado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que a Polícia Federal (PF) teria descumprido ordens do ministro André Mendonça durante buscas realizadas no escritório de Willer Tomaz na semana passada. A ordem de Mendonça previa que as buscas se restringissem aos fatos da investigação da Operação Sem Desconto, que apura a relação de Tomaz com o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Tomaz é conhecido por sua boa relação com vários politicos em Brasília, inclusive por ser amigo do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que costumava frequentar o escritório e um sítio de do advogado nos arredores de Brasília. O pedido da OAB foi protocolado na noite de quinta-feira (13). A entidade solicita entrar no caso como "assistente". Pede que a PF não analise materiais apreendidos que possam implicar clientes do escritório não citados na investigação e também que a ação dos agentes durante as buscas seja investigada. Um representante da OAB acompanhou as buscas no dia, como é praxe em ações envolvendo escritórios de advocacia e relatou os supostos descumprimentos. Segundo a manifestação encaminhada ao STF, a corporação teria feito buscas nas salas de todos os advogados do escritório e chegou a recolher - e depois devolveu - celular de Eugênio Aragão, sócio de Tomaz, que não é investigado. A OAB também aponta que teria sido descumprida a determinação de enviar diretamente ao ministro materiais não relacionados aos fatos envolvendo o senador e sua relação com Tomaz e outros investigados. Informações de clientes não investigados No relatório do representante que acompanhou as buscas, ficou registrado que foram apreendidos vários materiais eletrônicos de Willer Tomaz nos quais haveria informações de clientes não ligados à investigação e que o representante da OAB chegou a questionar a PF no dia. "Invoquei, expressamente, a cautela prevista no próprio mandado (alínea “h”), segundo a qual o material vinculado a sigilo profissional ou a pessoas estranhas ao objeto da diligência deveria ser previamente submetido ao excelentíssimo ministro relator para triagem, e somente após deliberação judicial disponibilizado à Polícia Federal, diz trecho do relatório citado na manifestação enviada ao STF. "Não obstante, a autoridade policial opôs-se reiteradamente a essa determinação, sustentando que todo o material seria levado à Polícia Federal e lá examinado, para posterior remessa ao Relator — em sentido diametralmente oposto ao comando do mandado, que veda a filtragem pela própria autoridade policial e impõe a remessa prévia ao Juízo", segue o relato. O caso agora está sob análise de André Mendonça, que ainda não decidiu a respeito. Procurada, a PF não se manifestou.
OAB diz que PF desrespeitou ordem de Mendonça em buscas no escritório de Willer Tomaz
Entidade relatoi apo STF que a corporação teria feito buscas nas salas de todos os advogados do escritório e chegou a recolher o celular de Eugênio Aragão, sócio de Tomaz, que não é investigado










