0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O advogado Willer Thomaz foi alvo da PF na Operação Sem Desconto — Foto: Divulgação O Conselho Federal da OAB pediu ao ministro André Mendonça, do STF, para ingressar como assistente em uma investigação que envolve o advogado Willer Tomaz e a 7ª fase da Operação Sem Desconto. A entidade afirma que a Polícia Federal pode ter descumprido determinações do próprio Supremo durante a busca e apreensão realizada no escritório de Tomaz, em Brasília, no último dia 4. Segundo a OAB, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pen drives, cartões de memória, documentos e anotações. O problema, na avaliação da entidade, é que os equipamentos armazenam informações de diversos clientes do escritório, protegidas por sigilo profissional e sem relação com a investigação. Willer Tomaz foi apontado pela Polícia Federal como o "hub financeiro, patrimonial e logístico" da organização investigada na nova etapa da Operação Sem Desconto, que atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele nega as acusações. A entidade relata ainda que o advogado que acompanhou a diligência registrou uma objeção porque policiais teriam se oposto à determinação de que materiais protegidos por sigilo fossem encaminhados primeiro ao relator para triagem. De acordo com o relato incorporado à petição, a equipe teria defendido que todo o conteúdo fosse levado à PF para ser examinado antes de ser remetido ao Supremo. Outro ponto levado ao STF é que integrantes da equipe teriam fotografado documentos com celulares particulares e compartilhado as imagens por WhatsApp com a “coordenação” da operação. A OAB afirma ainda que, enquanto a busca estava em andamento, já havia sido publicada na imprensa uma fotografia de um objeto retirado do interior do escritório. Segundo o relato, a autoridade policial admitiu ter compartilhado imagens com a coordenação para fins de “comunicação social” da PF. A OAB ressalta que não questiona a legitimidade da investigação criminal. O foco da manifestação é garantir que a execução da busca respeite o sigilo profissional e as salvaguardas determinadas pelo próprio STF. Na decisão que autorizou a diligência, segundo a petição, Mendonça determinou que a apreensão em escritórios de advocacia fosse seletiva, limitada aos investigados e aos fatos sob apuração. Também estabeleceu que materiais de clientes estranhos à investigação não fossem examinados e que, em caso de dúvida sobre sigilo profissional, fossem separados, lacrados e enviados ao Judiciário para triagem. A entidade pede, entre outras medidas, que os dados e documentos apreendidos sejam mantidos sob sigilo e que qualquer material estranho à investigação seja encaminhado ao Judiciário antes de análise pela PF. Também quer a apuração das circunstâncias da operação e do eventual compartilhamento de imagens e documentos obtidos durante a diligência. A manifestação foi assinada pelo presidente da OAB, Beto Simonetti.
OAB acusa PF de descumprir ordem de Mendonça em busca no escritório de Willer Tomaz
OAB acusa PF de descumprir ordem de Mendonça em busca no escritório de Willer Tomaz







