Grandes empresas estão encerrando seus fundos de venture capital, o que impacta fortemente o ecossistema das startups. Braskem, Gerdau, Casas Bahia, Americanas e Banco BV, todas localizadas no Brasil, encerraram seus programas de CVC, fazendo o número total de empresas com fundos cair de 84 para 65 entre 2023 e 2026.
Os Estados Unidos seguem a mesma tendência: Munich Re Ventures, Verizon Ventures e SAP.iO foram encerradas, apesar de possuírem portfólios sólidos. Para os empreendedores, isso indica uma redução no número de concorrentes, mas também um ambiente mais realista.
“O que houve foi um amadurecimento dessa indústria. Certas empresas estruturaram os CVCs como negócios distintos, cada um com seu próprio centro de custos. No entanto, dado que os investimentos são de longo prazo, eles ainda não geram receita, e agora essas empresas estão reavaliando suas estratégias“, analisa Priscila Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, a Abvcap, em entrevista ao portal Pipeline. Os CVCs estiveram presentes em 44 transações em 2025 (R$ 1,9 bilhão) e 81 em 2024 (R$ 3,8 bilhões). A diminuição é considerável, mas o volume ainda é significativo.
“Se os anos anteriores foram marcados por uma euforia desmedida e um excesso de liquidez que inflou valuations, o cenário que se desenha para o período entre 2026 e 2028 exige pragmatismo, disciplina financeira e convicção estratégica“, diz Peter Seiffert, CEO da Valetec Capital.












