A crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio fez disparar o custo com passagens e afetou as margens da holding da maior agência de viagens do país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A CVC Corp, holding da maior agência de viagens do país, aumentou seu prejuízo em 56,2% para R$ 72,5 milhões no segundo trimestre. O resultado foi influenciado pelo efeito da crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, que fez disparar o custo com passagens e afetou as margens. A receita líquida da CVC foi de R$ 319,5 milhões, queda de 6,5% no trimestre. O grupo destacou ainda um efeito não recorrente de R$ 24 milhões, sobretudo diante da reestruturação tocada no período. A empresa demitiu cerca de 12% do seu pessoal no Brasil e Argentina. Confira os resultados e indicadores da CVC e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O “take rate” (a taxa que mostra o que a CVC fatura em embarques realizados) foi de 8,2%, queda de 0,8 ponto percentual. Apenas no Brasil, a receita caiu 4,2%, para R$ 269 milhões. O maior desafio foi com as vendas B2C, que apresentaram queda de 8,9%. Na contramão, o B2B subiu 2,5%. Na Argentina, o recuo foi de 17,6%, para R$ 49,7 milhões. Neste caso, o resultado foi influenciado, sobretudo, pelo câmbio. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 60,8 milhões, queda de 30,2% no trimestre. Ajustado por não recorrentes, foi de R$ 84,9 milhões, queda de 8,1%, reflexo da menor diluição de despesas fixas frente à retração da receita. “Esses efeitos foram largamente compensados pela agenda de eficiência, que reduziu as despesas administrativas e o custo corporativo, preservando a margem praticamente estável na comparação anual”, disse a companhia. A empresa encerrou o trimestre no Brasil com 1.443 lojas ativas. No total, foram 8 aberturas e 20 fechamentos. Já as reservas consumidas no Brasil atingiram R$ 3,1 bilhões, alta de 7,2%. O indicador foi bastante influenciado pelo crescimento no volume de venda de cruzeiros marítimos. A empresa avançou no segundo trimestre com uma ampla reestruturação de pessoal, que acarretou o desligamento de cerca de 200 pessoas – ou 12% do seu pessoal. No trimestre, as despesas gerais e administrativas no Brasil tiveram uma redução anual de 10,1% no trimestre, reflexo dos primeiros efeitos da revisão dos contratos de tecnologia e de outros fornecedores administrativos. Por causa da reestruturação, a linha foi impactada por custos rescisórios. Desconsiderando esses efeitos, a retração nas despesas teria sido de 21%. Os itens não recorrentes somaram R$ 24,1 milhões no trimestre, considerando que: R$ 19 milhões advém dos custos de rescisão da reestruturação e R$ 5 milhões das despesas com contingências cíveis e tributárias. Em 30 de junho de 2026, a dívida líquida era de R$ 215 milhões, uma redução de R$ 26,8 milhões contra o trimestre imediatamente anterior, reflexo da geração de caixa livre no trimestre. A alavancagem manteve-se em 0,5 vez. Loja da CVC no Shopping Cidade São Paulo — Foto: Márcia Almeida/Valor
Prejuízo da CVC sobe 56% no 2º trimestre com efeito cambial e crise do petróleo
A crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio fez disparar o custo com passagens e afetou as margens da holding da maior agência de viagens do país






