Publicado em 2021 e lançado há algumas semanas no Brasil, o romance O Grupo de Apoio para Garotas Finais (Intrínseca, 368 págs., 74,90 reais), do norte-americano Grady Hendrix, mostra seis mulheres de meia-idade que, na juventude, sobreviveram a assassinos brutais e tiveram suas vidas transformadas em espetáculo.
No fim de julho, a Paramount Pictures anunciou a adaptação do livro para o cinema, a ser dirigida por Christopher Landon, realizador do sucesso A Morte Te Dá Parabéns (2017).
Hendrix, presença constante nas prateleiras de horror das livrarias brasileiras, teve um segundo livro lançado este ano no Brasil: Vendemos Nossas Almas (Intrínseca, 320 págs., 74,90 reais), que tem como protagonista um roqueiro que descobre ter tido a própria alma vendida ao demônio.
Enquanto isso, estreou no circuito, na quinta-feira 13, Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, novo filme da também norte-americana Jane Schoenbrun, que virou cult com Eu Vi o Brilho da TV (2024). Tanto o longa-metragem quanto O Grupo de Apoio para Garotas Finais refletem a evidente reconfiguração das formas de se olhar e pensar um subgênero do terror, o slasher – ou, em português, “filme de matança”.
Popularizados entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980, esses filmes se caracterizavam pela repetição de elementos: um assassino ou perseguidor, frequentemente mascarado; vítimas jovens; espaços isolados; uso recorrente do ponto de vista do criminoso; personagens definidos mais por funções narrativas do que por psicologia; e uma sobrevivente que chega ao confronto derradeiro com o antagonista.












