Terror slasher que estreia quinta (13) foi exibido no Festival de Cannes, onde recebeu elogios por subverter o clichê de 'final girl'; entenda o que significa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hannah Einbinder e Gillian Anderson em 'Acampamento Miasma' — Foto: Divulgação Depois de passar pelo Festival de Cannes e receber elogios da crítica internacional, "Acampamento Miasma – Adolescência, sexo e morte" estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (13). Dirigido por Jane Schoenbrun (“Eu vi o brilho da TV”), o terror revisita o gênero slasher, popularizado dos anos 1970 e 1980 com Hannah Einbinder (“Hacks”) e Gillian Anderson (“Arquivo X”) nos papéis principais. A trama acompanha Kris (Einbinder), uma jovem cineasta contratada para dirigir um remake da franquia fictícia de terror "Camp Miasma", sucesso nos anos 1980. Para compreender o legado da série, ela procura Billy Presley (Anderson), atriz que interpretou a lendária protagonista sobrevivente do filme original e vive afastada dos holofotes há décadas. À medida que as duas se aproximam, os limites entre cinema, memória e realidade começam a desaparecer. O filme traz no elenco, além de Hannah Einbinder, indicada ao Emmy por seu trabalho na série "Hacks" e a veterana Gillian Anderson, celebrada por papéis icônicos como Dana Scully em "Arquivo X" e Margaret Thatcher em “The Crown”, além de filmes como “O último rei da Escócia”; outros nomes conhecidos. Juntam-se às atrizes Jasmin Savoy Brown (“Pânico”), Patrick Fischler (“Mulholland Drive”), Sarah Sherman (“Saturday Night Live”), Zach Cherry (“Ruptura”), e o brasileiro Arthur Conti, entre outros. O que é terror slasher? O slasher é um subgênero do terror, consolidado entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980. Ele costuma reunir um assassino implacável, grupos de adolescentes, cenários isolados (como acampamentos e pequenas cidades) e uma sequência de mortes que culmina no confronto entre o vilão e a chamada "final girl" (ou garota final), a única sobrevivente da história. Neve Campbell em "Pânico" (1996) — Foto: Reprodução Entre os principais representantes do gênero estão "Halloween – A noite do terror" (1978), "Sexta-feira 13" (1980), "A hora do pesadelo" (1984), "Brinquedo assassino" (1988) e "Pânico" (1996), que renovou a fórmula ao brincar com seus próprios clichês. O que é a "final girl" nos filmes de terror? O termo "final girl" foi popularizado pela pesquisadora Carol J. Clover para definir a personagem que sobrevive ao massacre e enfrenta o assassino no desfecho dos filmes slasher. Laurie Strode (“Halloween”), Sidney Prescott (“Pânico”) e Nancy Thompson (“A hora do pesadelo") são alguns dos exemplos mais famosos. Em Acampamento Miasma, essa figura ocupa o centro da narrativa. Gillian Anderson interpreta justamente a atriz que deu vida à "final girl" do filme original da franquia fictícia, enquanto a personagem de Hannah Einbinder tenta compreender o impacto cultural dessa sobrevivente décadas depois. Qual foi a inspiração para o filme Cena de 'Acampamento Miasma' — Foto: Divulgação Jane Schoenbrun já afirmou que cresceu fascinada pelos filmes de terror exibidos em sessões noturnas e queria criar um "clássico de festa do pijama" para uma nova geração. "Faço os filmes que gostaria que existissem quando eu era criança. [O filme] é minha melhor tentativa de criar um 'clássico de festa do pijama': uma jornada insana, mas acolhedora, pela madrugada, que chama espectadores desavisados diretamente da prateleira de filmes de terror da locadora do bairro", afirmou Schoenbrun em entrevista. Por que o filme vem despertando tanta expectativa Além de marcar o retorno da diretora americana Jane Schoenbrun ao terror, "Acampamento Miasma" estreou na mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, onde recebeu críticas positivas pela forma como combina horror, humor, metalinguagem e comentário social; e foi premiado com o Quuer Palm. A produção também chama atenção por reunir duas gerações de atrizes em papéis centrais e por revisitar um dos subgêneros mais populares do cinema. Schoenbrun ganhou projeção com “Eu vi o brilho da TV” (2024), também terror, que colecionou elogios em festivais e veículos internacionais.