Com visual cuidadoso, longa de estreia na ficção de Luiza Shelling Tubaldini faz uma crítica social daqueles que são deixados de lado e invisibilizados; Bonequinho olha Cena de 'Love Kills', de Luiza Shelling Tubaldini — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 17:29 "Estreia de Luiza Shelling Tubaldini Transforma SP em 'Gotham' Vampírica" "Love Kills", estreia de Luiza Shelling Tubaldini na ficção, transforma São Paulo em uma sombria "Gotham brasileira" infestada de vampiros. Baseado na graphic novel de Danilo Beyruth, o filme critica a invisibilidade social por meio dos personagens Helena e Marcos, que vivem à margem. A produção destaca-se pela cinematografia e atmosfera urbana, apesar de tramas por vezes nebulosas. Cotação: Bonequinho olha. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO É sempre bem-vinda a ousadia de cineastas brasileiros que apostam no cinema de gênero. Em “Love kills”, seu longa de estreia na ficção, Luiza Shelling Tubaldini transforma o centro de São Paulo em um cenário misterioso e sombrio ao transpor para a tela uma história de vampiros baseada na graphic novel de Danilo Beyruth. Helena (Thais Lago), uma vampira negra de aparência jovem, há milênios pisa essa Terra, carregando culpas e traumas. Ela encanta o garçom Marcos (Gabriel Stauffer), que acaba de chegar à capital com o sonho de se tornar chef de cozinha. Ambos têm seus segredos, como tantos que vagam pela metrópole, mas os dela são mais perigosos. Em meio a uma trama que nem sempre se desenvolve com força e clareza, especialmente na conclusão, “Love kills” faz uma crítica social daqueles que são deixados de lado e invisibilizados na nossa Gotham brasileira. Tanto Helena e Marcos quanto os outros seres que se escondem na noite, sejam sobrenaturais ou humanos abandonados pelo sistema, vivem à margem. O ponto alto é a construção visual dessa São Paulo, com a ajuda da fotografia, design de produção, figurinos e maquiagem. A cidade do filme remete à realidade, com as pessoas que dormem nas ruas, muitas delas usuárias de drogas. Mas se descola um pouco do naturalismo para representar o isolamento de humanos e vampiros com uma metrópole quase vazia, a não ser por algumas almas penadas. “Love kills” poderia ter personagens delineados com mais vigor, mas não deixa de ser uma promissora estreia na ficção da diretora. Cotação: Bonequinho olha.