Em uma carta, 39 integrantes do Conselhão do governo federal dizem que os investimentos do Fundo Clima (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima) não seguem critérios explícitos de custo-benefício no combate à mudança climática e pedem restrições a investimentos nas polêmicas tecnologias de captura de carbono.
"Não há critérios formais de custo-efetividade que orientem a composição da carteira pela relação entre recursos aplicados e resultados em redução de emissões ou ganhos de adaptação", diz o texto ao qual a Folha teve acesso. "Quando o Fundo não mede o que entrega por tonelada [de carbono emitida] evitada, fica vulnerável a pleitos que o desviam de sua função."
Datada do último dia 10 de julho, a carta foi enviada ao Palácio do Planalto e ao BNDES, além das pastas de Relações Institucionais, Secretaria-Geral, Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Minas e Energia.
Procurado, o MMA (Ministério do Meio Ambiente) diz que os temas mencionados na carta estão sendo tratados pela pasta junto ao comitê gestor do fundo desde março e que conclusões sobre o assunto serão submetidas ao colegiado em sua próxima reunião, prevista para setembro.
"Foi aprofundada a discussão técnica sobre questões que ainda demandam avaliação, entre elas a incorporação de critérios de custo-efetividade climática, incluindo o custo por tonelada de CO₂ equivalente evitada; as condições para eventual financiamento de tecnologias de captura de carbono; e projetos relacionados a minerais críticos e estratégicos", declara a pasta, em nota.







