A operação de busca e apreensão contra um informante do jornalista do Maranhão Luís Pablo, que fez textos sobre o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), gerou dúvidas e preocupações entre especialistas em direito consultados pela Folha.

Divididos entre ressaltar que a medida é gravosa e a ressalva de que poderia ser justificável em caso de crime, os especialistas ouvidos pela reportagem dizem ser difícil avaliar a adequação da decisão sem acesso aos autos do processo, que está sob sigilo.

O ministro Alexandre de Moraes durante sessão de reabertura dos trabalhos do Judiciário no STF - Pedro Ladeira - 3.ago.26/Folhapress

Alvo da operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, Raimundo Cutrim é ex-secretário do Governo do Maranhão e foi apontado como informante de Luís Pablo. A investigação apura, segundo as autoridades, indício de perseguição do jornalista contra Dino.

Luís Pablo havia sido anteriormente alvo de mandado de busca e apreensão, que levou a Polícia Federal a encontrar mensagens dele com Cutrim, identificando a autoria do vazamento de informações que embasaram textos sobre o suposto uso irregular de carros do TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) por Dino.