O Brasil costuma ser descrito como o país do futuro. O problema é que tratamos esse futuro como uma promessa permanente. Hoje, porém, talvez estejamos diante de uma oportunidade diferente: não apenas participar da transição para uma nova economia global mas também ajudar a defini-la.

A renovação do meu mandato como conselheiro sênior do Centro para Natureza e Clima do Fórum Econômico Mundial reforça essa possibilidade e me desafia a aprofundar a reflexão sobre o potencial brasileiro de liderar o que denomino Hope Economy.

No primeiro ano, diante da COP30, estive focado em apoiar o Fórum a melhor compreender o Brasil. No próximo ciclo, tenho à frente uma missão de aproximar o ecossistema brasileiro de bioeconomia, inovação e empreendedorismo de impacto das principais discussões econômicas globais.

Essa mudança de foco é bastante significativa. Durante muito tempo, o Brasil ocupou espaço nas conversas internacionais como detentor de recursos naturais e protagonista das negociações climáticas. E agora o país pode assumir o protagonismo na construção de uma nova economia.

Convivendo com lideranças empresariais, investidores, formuladores de políticas públicas e especialistas ligados ao Fórum Econômico Mundial, uma percepção tornou-se evidente: o mundo já começou a reorganizar as próprias prioridades econômicas.