Mulher teria dito a comerciante que foi paga para se apresentar a uma repórter e contar que havia sido abusada sexualmente por um político quando era adolescente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado Alfredo Gaspar e senador Flávio Bolsonaro, em anúncio de chapa para disputa presidencial — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo A Câmara dos Deputados enviou, em abril, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um boletim de ocorrência junto de um depoimento de um homem que acusa o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) de fabricar uma acusação contra o deputado e candidato à vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto estupro de vulnerável. Leia mais Luiz Antônio Lopes, um comerciante na baixada fluminense, foi ouvido pela Câmara em 23 de abril, depois de procurar o gabinete de Gaspar, que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Legislativa. O procedimento foi enviado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, que recebeu uma notícia-crime sobre o caso de Gaspar. Os elementos preliminares foram encaminhados à Polícia Federal (PF). Ontem, Lindbergh acionou o STF para pedir a suspensão da investigação da Câmara contra ele. O deputado petista argumentou que a Polícia Legislativa não tem competência para investigar criminalmente um parlamentar e que o depoimento de Lopes é inverídico. Gilmar Mendes é relator de um pedido de investigação encaminhado por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) à PF, em março, durante a fase final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigava as fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do qual Gaspar era relator. Na notícia-crime, os parlamentares afirmavam que receberam relatos que apontavam que Gaspar seria suspeito de estupro de vulnerável. Na ocasião, Gaspar disse que o relato era falso. Após ser anunciado vice de Flávio na semana passada, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF que acelerassem a realização de um exame de DNA para comprovar sua inocência. Segundo relatos ouvidos pelo Valor, em seu depoimento, Lopes disse que conheceu uma mulher, identificada por ele como Marcela Maria Mendes, que teria dito a ele que foi paga para se apresentar a uma repórter e contar que havia sido abusada sexualmente por um político quando era adolescente, tendo tido uma criança, fruto da relação. Lopes teria dito que se ofereceu para receber os valores que seriam pagos a ela para forjar os relatos e que teria tido uma reunião virtual com Lindbergh e outras pessoas. Em publicação nas redes sociais, o deputado petista chamou a investigação de “picaretagem”. “Não conheço os envolvidos e não participei de reuniões para tratar desse assunto. A primeira coisa que a Polícia Federal tem que fazer é investigar esse tal ‘tio Luiz’, prender esse cara. Esse depoimento é inventado e é mais uma suspeita em cima do Alfredo Gaspar. Por que esse cara deu esse depoimento à Polícia Legislativa? A pedido de quem?”, disse. Vídeos antigos publicados por Lopes nas redes sociais mostram que ele fez declarações atacando Lindbergh. Em um deles, afirma falsamente que o deputado estaria envolvido no episódio da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a sua campanha em 2018. Procurado por meio de sua assessoria, o deputado Alfredo Gaspar não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Câmara enviou ao STF depoimento de suposta armação contra vice de Flávio em investigação por estupro
Mulher teria dito a comerciante que foi paga para se apresentar a uma repórter e contar que havia sido abusada sexualmente por um político quando era adolescente










