Alvo de pedido de investigação à PF por suspeita de estupro de vulnerável, Alfredo Gaspar colocou seu material genético à disposição da Justiça 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PA BRASILIA 05/08/2026 FLAVIO BOLSONARO/ALFREDO GASPAR/VALDEMAR COSTA NETO/ANUCIO DO VICE NA CHAPA PARA DISPUTA A PRESIDENCIA Flávio Bolsonaro anuncia o deputado Alfredo Gaspar, relator da CPI do INSS — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-SP), pediu nesta quinta-feira (6) ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exames de DNA que atestariam a sua inocência em uma acusação de estupro sejam acelerados. O parlamentar informou à (PGR) que colocou seu material genético à disposição para que o teste seja realizado. Leia mais Gaspar é alvo de um pedido de investigação da Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas de estupro de vulnerável. Gilmar Mendes é o relator. O caso veio à tona durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, quando o deputado Lindbergh Farias (PT) chamou o colega de “estuprador”. “Tendo em vista o imenso desgaste reputacional que as infundadas acusações causam e o dano que as afirmações ilegais podem causar à lisura do processo democrático que se avizinha, requer-se que seja determinada, em até 72 horas, a submissão do material já fornecido em juízo a exame comparativo de vínculo genético relativamente à criança mencionada”, disse no pedido encaminhado a Gilmar. Ao justificar a solicitação, a defesa do deputado afirma que é necessário demonstrar que a acusação “criada por parlamentares opositores” é “falsa, descabida e acintosa”. “Isso somente ocorrerá mediante a fixação de prazo certo para a conclusão do procedimento preliminar, com a subsequente e imediata promoção do arquivamento na hipótese de exclusão de vínculo genético e de ausência de qualquer outro elemento idôneo de corroboração à falsa hipótese acusatória”, prossegue. Gaspar é defendido por Maria Claudia Bucchianeri, que também atua como advogada de Flávio em ações que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A acusação se refere a supostos acontecimentos que datariam de 2018. A PF viu a necessidade de apurar as suspeitas levantadas. A PGR solicitou diligências antes de se manifestar sobre a necessidade ou não de abertura de investigação sobre o deputado. Na quarta-feira (5), Gilmar autorizou o pedido. Confusão na CPMI Gaspar foi relator da CPMI do INSS. Sua atuação na comissão ficou marcada por uma confusão na entrega do relatório, que começou após Lindbergh chamar o deputado de “estuprador”. Ele fez referência ao suposto caso de estupro de vulnerável, que teria gerado uma gravidez. Gaspar negou. “Me chamou de estuprador? Eu estuprei corruptos como vossa excelência", respondeu na ocasião. Ele também chamou o petista de "cafetão e criminoso". "Lave a sua boca, bandido", disse à época. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) também fez a acusação. Na quarta-feira (5), a imputação voltou a ser lembrada por outros adversários, como o secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos. “Queremos o fim da dúvida” Em nota enviada ao Valor, a defesa de Gaspar, feita pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, disse que o Brasil precisa “saber” quem é o senador e que quer “o fim da dúvida” sobre a acusação de estupro de vulnerável. “Alfredo Gaspar já coletou em juízo, por perito técnico, com acompanhamento da Polícia, seu material de DNA, o que fez ainda em abril e por iniciativa própria. Acabou de pedir ao STF e à PGR que, em 72 horas, seja feito o exame comparativo de seu material genético com o DNA de sua suposta filha, ou que indique também em horas se deseja coletar esse material genético em qualquer outro laboratório”, disse. “A elucidação dos fatos é fácil, objetiva e urgente. Basta fazer o exame de compatibilidade genética. O material de Alfredo já está lá. É possível concluir isso tudo em horas. A dúvida e a procrastinação só servem aos caluniadores”, concluiu.