Candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, deputado também é citado em auditoria que apura irregularidades em emendas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa de Flávio Bolsonaro — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), indicado para o posto de candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL), foi alvo de um pedido de investigação da Polícia Federal (PF) para apurar a suspeita de estupro de vulnerável envolvendo o parlamentar em abril. O caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e é relatado pelo ministro Gilmar Mendes. O procedimento tramita sob sigilo. O Valor apurou que o caso ainda está em fase preliminar, isto é, formalmente não foi aberto nenhum inquérito para investigar o deputado. Novas medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e, ao final das diligências, a PF deve apresentar um relatório sobre o caso. O episódio foi trazido à tona pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) no período em que Gaspar atuava como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes contra os aposentados no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após o anúncio da candidatura do deputado como vice de Flávio, adversários exploraram as suspeitas. Segundo os políticos que fizeram a denúncia, Gaspazr teria se relacionado com uma adolescente em 2018, fato que ele nega. A denúncia foi formalizada na PF, que viu necessidade de apurar as suspeitas levantadas e formalizou o pedido ao STF. Procurada, a defesa do deputado não respondeu sobre este caso. Citação em auditoria sobre emenda Pix Em outra frente, Gaspar foi citado em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) de julho. O nome dele veio à tona no julgamento de um relatório de auditoria sobre as chamadas emendas Pix executadas no âmbito dos ministérios dos Transportes e da Agricultura entre 2020 e 2024. A auditoria do tribunal constatou irregularidades e fragilidades em três emendas enviadas por Gaspar em 2024 ao município de São José da Laje (AL) e concluiu por alertar o município sobre as suspeitas envolvendo as emendas que somam R$ 6,2 milhões. O TCU constatou que houve perda de rastreabilidade das emendas indicadas por ele "em razão da transferência de valores para contas diversas da conta específica, mas a equipe conseguiu rastrear da meta auditada por meio dos demais elementos examinados". Também foi constatado que não houve apresentação, na plataforma Transferegov, de relatório de gestão sobre como a verba foi gasta, uma das formas de se ter mais transparência no gasto. Diante disso, o TCU decidiu comunicar o município para "que sejam adotadas medidas internas com vistas à prevenção de outras ocorrências semelhantes". Em nota, a assessoria do parlamentar disse que as “emendas foram destinadas de forma regular ao município, conforme a legislação, cabendo exclusivamente à prefeitura a execução dos recursos e a respectiva prestação de contas, tanto que os pedidos de esclarecimentos feitos pelo Tribunal de Contas da União foram feitos diretamente a prefeitura de São José da Lage”. “Alfredo Gaspar confia no trabalho dos órgãos de controle e reafirma que seu nome não integra qualquer investigação relacionada ao caso”, disse.
Alfredo Gaspar é alvo de pedido de investigação sobre suspeita de estupro de vulnerável
Candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, deputado também é citado em auditoria que apura irregularidades em emendas








