O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes aguarda a conclusão de diligências pela Polícia Federal e um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) para decidir se autoriza um inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) sob suspeita de estupro de vulnerável. O parlamentar foi anunciado nesta quarta-feira (5) como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
A PF pediu a abertura da investigação ao Supremo em 15 de abril. Gilmar solicitou manifestação da PGR, a quem cabe definir se chancela o requerimento da corporação. Antes de tomar essa decisão, no entanto, o órgão solicitou novas providências aos investigadores, medidas que também foram autorizadas pelo ministro. Não há informações sobre o teor dessas diligências.
Segundo uma pessoa a par do caso, o prazo para a conclusão das diligências se encerra ainda neste mês de agosto, mas a PF poderá solicitar mais tempo para a conclusão. Se isso ocorrer, caberá a Gilmar autorizar a prorrogação.
Gaspar nega as acusações e diz que a história divulgada envolveria um primo e, mesmo assim, sem ter havido crime.
Em nota, a campanha de Flávio defendeu o arquivamento do caso pela PF, PGR e STF "de forma urgente", dizendo que ele "só serve para oposicionistas atacarem a reputação do deputado que já provou não ter nenhuma relação com a denúncia leviana".













