Está nas mãos de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a decisão capaz de esclarecer uma acusação gravíssima contra o deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas. O escolhido para ser vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro cometeu ou não estupro de vulnerável, ou seja, fez sexo com uma menor de 14 anos? Pelo artigo 217-A do Código Penal, esse crime é punível com prisão por um período de dez a 18 anos, e não importa que o acusado alegue ter havido consentimento da vítima. A Polícia Federal pede desde abril para investigar o caso. Antes de autorizar ou negar, Mendes quer ouvir o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e este requereu à PF diligências preliminares antes de se manifestar. No início de agosto, o juiz enviou a solicitação de Gonet à polícia e, também, àqueles que em março acionaram a PF, o deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e a senadora Soraya Thronicke, do PSB de Mato Grosso do Sul.
A permissão de Mendes para o inquérito pode esclarecer outra acusação, surgida nos últimos dias e que deixou Farias exposto, graças a um sujeito que o petista descreve como “picareta estelionatário”. Luiz Antônio Lopes é um bolsonarista fanático, extremista. Filiou-se ao PL de Flávio e Gaspar há pouco mais de três meses, sonha em trabalhar em um governo anti-Lula. Segundo ele, o deputado petista teria fabricado artificialmente, e com dinheiro, a denúncia de estupro contra Gaspar. Há pistas de que Lopes esteja ele próprio por trás da desventura do alagoano, que jura jamais ter tido relação sexual com menores. Prendê-lo e quebrar seus sigilos bancário e comunicacional seria um caminho para desfazer dúvidas e mistérios sobre quem mente e quem fala a verdade. Idem um teste de DNA de Gaspar e da filha do alegado estupro. Sim, pois do crime do então chefe do Ministério Público de Alagoas teria nascido uma menina hoje com 8 anos, cujo paradeiro teria sido, primeiro, Minas Gerais e, agora, a cidade de Vassouras, a 120 quilômetros do Rio.








