Segundo os analistas, o corte reflete o elevado risco de refinanciamento e a falta de uma conclusão para o reperfilamento das dívidas em meio a um cenário de crédito adverso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Moody’s Local cortou a nota de crédito nacional da International Meal Company (IMC) de “BBB+.br” para “B-.br”, tirando a empresa de “observação para rebaixamento” e a colocando em “perspectiva negativa”. Confira resultados e indicadores da IMC e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Os analistas Leonardo Albuquerque, Patricia Maniero e Samy Kirszenworcel escrevem que o corte reflete o elevado risco de refinanciamento e a falta de uma conclusão para o reperfilamento das dívidas em meio a um cenário de crédito adverso. Segundo a agência, a combinação de vencimentos expressivos de dívida no final de 2026, métricas de crédito pressionadas e queima de caixa dificultam a desalavancagem da IMC, limitando drasticamente sua flexibilidade financeira. Com esse cenário, a agência avalia que aumentou consideravelmente a probabilidade de a empresa recorrer a uma reestruturação, troca de dívida com perdas aos credores ou outra transação com características de calote sob sua metodologia. Ao fim de março, a IMC possuía R$ 205 milhões em caixa, montante insuficiente para cobrir a dívida ajustada de curto prazo de R$ 311 milhões, o que resulta em um índice de cobertura de apenas 0,7 vez. O cronograma de amortização exige o pagamento de cerca de R$ 170 milhões apenas em principal de dívidas financeiras ainda em 2026, sendo que 73% desse valor está concentrado no quarto trimestre. O fluxo de caixa livre da empresa tem se mantido negativo, consumido principalmente pelas altas despesas financeiras, reflexo da elevada taxa de juros no Brasil, e pelo pagamento de passivos de arrendamentos. A alavancagem bruta ajustada da IMC encerrou 2025 e o primeiro trimestre na casa de 3,8 a 3,9 vezes, mas se excluídos os benefícios tributários temporários advindos do programa governamental Perse, esse indicador saltaria para 4,8 vezes. Apesar da forte pressão, os analistas reconhecem que os desinvestimentos realizados pelas diretorias da IMC nos últimos anos foram cruciais para reforçar o caixa e reduzir a dívida. A agência avalia que aumentou consideravelmente a probabilidade de a empresa recorrer a uma reestruturação, troca de dívida com perdas aos credores ou outra transação com características de calote sob sua metodologia — Foto: Reprodução/site