Analistas da agência explicaram que o rebaixamento das notas reflete o enfraquecimento da flexibilidade financeira da empresa A Fitch Ratings cortou as notas de crédito em moedas estrangeira e local da Companhia Siderúrgica Nacional de “B” para “CCC+” e a nota nacional de “BBB-(bra)” para “CCC+(bra)”, mantendo obervação negativa para todas. Os analistas Hector Collantes, Debora Jalles e Astra Castillo escrevem que o rebaixamento das notas de crédito da siderúrgica reflete o enfraquecimento de sua flexibilidade financeira. Eles veem que a CSN tem sido pressionada por uma persistente queima de caixa, elevadas despesas com juros, altos investimentos e uma estrutura de capital desequilibrada que consideram alinhado à categoria de alto risco. O cenário financeiro desenhado pela agência aponta para uma elevação expressiva do endividamento, vendo que a dívida deve ultrapassar a marca de R$ 60 bilhões nos anos de 2026 e 2027. Consequentemente, a alavancagem total da companhia alcançará patamares elevados de 5,7 vezes ao final deste ano e 6,3 vezes no próximo, limitando severamente a sua margem de manobra. A companhia lançou na semana passada uma oferta de troca de suas notas em circulação, mas a aversão ao risco no mercado internacional de crédito voltada para emissores brasileiros mantém elevado o risco de refinanciamento da CSN. A manutenção das notas em observação negativa reflete os desafios que a CSN enfrenta para executar sua estratégia de desalavancagem, por meio da venda de ativos a curto e médio prazos. Em uma simulação, a venda de 100% dos ativos da divisão de cimentos e de 25% da área de infraestrutura poderia levantar aproximadamente R$ 16,2 bilhões, liquidando cerca de 28% da dívida e derrubando a alavancagem para 4,3 vezes. — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg
Fitch corta notas de crédito da CSN de ‘B’ para ‘CCC+’ e mantém observação negativa
Analistas da agência explicaram que o rebaixamento das notas reflete o enfraquecimento da flexibilidade financeira da empresa









