A Fitch Ratings cortou as notas de crédito da Aegea em moedas estrangeira e local de “BB-” para “B+” e a nota nacional de “A+(bra)” para “A(bra)”, as retirando de observação negativa e estabelecendo com perspectiva estável. Os analistas Leonardo Coutinho, Julian Robayo e Marta Veloso escrevem que a decisão reflete a fragilização da estrutura financeira da Aegea e sua menor flexibilidade financeira. O cenário é impulsionado por custos de financiamento elevados e por uma expectativa de desalavancagem mais lenta do que o previsto, projetando que a alavancagem da companhia deve ficar em torno de 5 vezes. Um dos principais pesos na avaliação foi a governança do grupo, considerando que ela é complexa, com deficiências na qualidade e transparência das informações financeiras e práticas contábeis. A agência de classificação de riscos alerta que esses fatores podem dificultar o acesso aos mercados de capitais de dívida a custos razoáveis, elevando o risco de refinanciamento de dívidas. A estrutura intensiva em capital da Aegea exige um acesso contínuo a financiamentos externos para sustentar seu plano de investimentos e o crescimento, o que torna sua desalavancagem lenta, afirmam os analistas. Apesar da pressão financeira na holding, a Fitch destaca a robusta posição de negócios da Aegea, que se consolida como uma das principais operadoras privadas do setor de água e esgoto no Brasil. As várias subsidiárias da empresa, como Corsan, Águas Guariroba, Prolagos e Águas de Teresina, operam como monopólios em suas respectivas áreas, garantindo demanda previsível e uma base de clientes bem diversificada. — Foto: Divulgação/Aegea