O Copom (Comitê de Política Monetária) disse que a inflação continua pressionada pela demanda e que esse cenário requer juros em um nível alto o suficiente para contrair a economia, segundo ata divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (11).

Apesar do alerta, a autoridade monetária reconheceu que a política de juros está contribuindo para a desaceleração da inflação e tem ajudado a esfriar a atividade econômica.

"O Comitê avalia que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo", afirmou.

No cenário de referência do Copom, a estimativa de inflação para este ano caiu de 5,2% para 5,1%. Para 2027, a projeção subiu de 3,7% para 3,8%. O comitê incluiu sua expectativa para o primeiro trimestre de 2028, de 3,2% –pouco acima do centro da meta.

O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de avaliação contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).