A ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) divulgada nesta terça-feira (23), reforça um cenário de cautela dos investidores ao não dissipar todas as dúvidas sobre a trajetória da Selic levantadas pela última decisão acerca da Selic, dizem economistas.
Na última quarta-feira (17), o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. No documento que discorre sobre a medida, a autoridade traz um cenário de inflação elevada e de expectativas sobre a alta de preços acima da meta perseguida pelo BC, de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais e para menos.
"A ata não dá qualquer sinal para a direção dos juros, mas sinaliza que segue a expectativa do mercado, que espera mais um corte de 0,25 este ano", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.
O especialista aponta que o BC acompanhar as expectativas seria uma certa inversão de papéis, já que a autoridade monetária tem mais ferramentas e informações para vislumbrar cenários futuros.
"O BC não perdeu a credibilidade, mas fica a percepção de que vamos precisar de um reforço técnico [nas explicações], de não olhar só as expectativas de mercado e se eximir dizendo que a alta de preços é só um choque de oferta", afirma Vale.













