O setor de condomínios logísticos no Brasil enfrenta uma falta de estrutura: as taxas de vacância variam entre 5,5% e 7,7%, a absorção líquida atinge níveis recordes e os aluguéis superam R$ 45 por metro quadrado nas áreas mais competitivas da Grande São Paulo. Enquanto gigantes como Mercado Livre, Shopee e Amazon brigam por cada metro quadrado de alto padrão, um movimento menos aparente, mas talvez mais disruptivo, acontece nos bastidores: startups nas áreas de logística, automação, dados e sustentabilidade estão sendo integradas a esse processo, não mais como fornecedoras marginais, mas como componentes essenciais de uma nova operação.

A mensagem que o mercado de galpões transmite ao ecossistema de inovação é clara: aqueles que conseguirem solucionar as questões relacionadas à última milha, à falta de ativos e à pressão por práticas ESG não estarão comercializando software — estarão comercializando a sobrevivência.

Está evidente a mudança de paradigma. O armazém deixou de ser um centro de custos e passou a ser um ativo gerador de vendas; a escolha da localização deixou de priorizar o aluguel mais barato e passou a focar no custo total do frete, que pode representar até 60% da operação logística de uma empresa.