A sócia-diretora da Binswanger, Simone Santos, ressalta que o mercado logístico brasileiro está no ‘melhor momento da sua história' Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 01/03/2019A corrida para ocupar galpões logísticos bateu um novo recorde, puxada pelas empresas de comércio eletrônico que estão ampliando os centros de armazenagem e distribuição de mercadorias. Para garantir que terão imóveis dentro do tamanho e da localização desejados, essas empresas aumentaram a prática de locação dos imóveis antes mesmo da conclusão das obras.PUBLICIDADELevantamento da consultoria Binswanger Brazil mostra que 68% da área de 777 mil m² dos 14 maiores empreendimentos que ficarão prontos no terceiro trimestre no Estado de São Paulo já têm contratos de pré-locação assinados, um recorde. No segundo trimestre, eram 39% nessa situação, um nível já alto para os padrões da indústria.Isso significa que faltam galpões para atender a demanda nas regiões mais procuradas, como Guarulhos e Cajamar, o que gera esse senso de urgência no mercado. “Ocupantes que não se planejarem com, pelo menos, 18 meses de antecedência não conseguirão encontrar espaços. O planejamento de alugar um galpão requer cada vez mais tempo”, diz a sócia-diretora da Binswanger, Simone Santos.Espera por novas obras cresceO retrato da demanda aquecida pode ser visto no indicador de absorção líquida, que mede o saldo entre as novas locações e as devoluções no período. No Brasil todo, a absorção líquida no segundo trimestre totalizou 1 milhão de m² (cerca de 125 campos de futebol), enquanto as obras que ficaram prontas adicionaram 628 mil m² (78 campos de futebol). Ou seja: há uma demanda de 47 campos de futebol que precisará esperar as obras dos galpões ficarem prontas para ser atendida.A Shopee e o Mercado Livre encabeçam a procura, respondendo por nove das dez maiores locações de galpões do segundo trimestre em termos nacionais. A Shopee arrematou 220 mil m² no complexo logístico que a Marq (antiga GLP) está construindo nas margens da Rodovia Presidente Dutra. O Mercado Livre ficou com 110 mil m² no projeto KSM LOG, em Guarulhos, que será entregue em breve.PublicidadeA sócia-diretora da Binswanger ressalta que o mercado logístico brasileiro está no “melhor momento da sua história”, com uma demanda crescente impulsionada pelo e-commerce. Por consequência, há um recorde de baixa de espaços vagos e avanço nos valores de aluguéis. A vacância no País chegou ao piso de 5,5%, enquanto em São Paulo bateu em 5,0%.Preço médio subiuDiante do nível histórico de pré-locação, a Binswanger optou por incluir nos seus estudos, a partir de agora, o preço pedido de aluguel dos galpões que ainda estão em construção. Considerando a nova métrica, o preço médio para locação de condomínios logísticos de primeira linha atingiu R$ 49/m² no raio de 30 quilômetros de São Paulo - onde a procura é mais intensa pela proximidade da capital paulista e rodovias. Se levado em conta apenas o aluguel do que já foi entregue, o valor fica em R$ 37,2/m² nessa mesma região. Portanto, o aluguel dos novos galpões já está 30% mais caro.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 21/07/2026, às 12:01A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.Publicidade