Gigante da tecnologia alegou que levou dois anos para descobrir a existência desses dados em seus próprios sistemas, algo que o juiz considerou 'simplesmente inacreditável' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A sede da Meta, na Califórnia, nos EUA — Foto: Jim Wilson/The New York Times Um juiz federal da Califórnia sancionou a Meta nesta segunda-feira por destruir provas em um caso movido pelo bilionário australiano Andrew Forrest. O processo alega que a Meta permitiu que anúncios fraudulentos usassem sua imagem para promover investimentos falsos em criptomoedas. Estabelecer a responsabilidade da Meta pelo desaparecimento dessas provas é fundamental para a estratégia do renomado magnata da mineração. Forrest busca provar em juízo que a Meta modifica ativamente os anúncios que publica em suas plataformas de mídia social e, portanto, pode ser responsabilizada por seu conteúdo fraudulento. A Meta se apoia em uma proteção legal que tem sido o cerne da maioria das batalhas judiciais contra gigantes da tecnologia nos últimos trinta anos: uma lei americana de 1996 que isenta as plataformas de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas por terceiros. Veja fotos dos bilionários mais jovens do mundo 1 de 9 Com uma fortuna de US$ 4,7 bilhões, o italiano Clemente Del Vecchio, de 19 anos, perdeu o posto de bilionário mais jovem do mundo, ao ser desbancado pela brasileira Lívia Voight, que também tem 19 anos. Clemente completa 20 anos em maio e Lívia, dois meses depois — Foto: Reprodução 2 de 9 Livia Voigt e o avô Werner Ricardo Voigt, em 2015. Hoje com 19 anos, ela passou a ser a bilionária mais jovem do mundo, desbancando o italiano Clemente Del Vecchio. Sua fortuna é estimada em US$ 1,1 bilhão. — Foto: Reprodução/Redes sociais X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 Alexandra Andresen, de 27 anos, é uma das bilionárias mais jovens da lista da Forbes. Sau fortuna é de US$ 1,6 bilhão. — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 9 Katharina Andresen publica fotos de viagens e dia a dia em Oslo, mas sem ostentação — Foto: Reprodução/Instagram X de 9 Publicidade 5 de 9 Kevin David Lehmann, de 21 anos, recebeu do pai uma participação de 50% na principal marca de drogarias da Alemanha, a DM-drogerie markt, quando ele tinha apenas 14 anos. Hoje, sua fortuna é de US$ 3,3 bilhões — Foto: Divulgação 6 de 9 Alexandra Andresen leva uma vida de poucos luxos, ao ar livre e rodeada por animais — Foto: Reprodução/Instagram X de 9 Publicidade 7 de 9 Katharina Andresen, de 28 anos, irmã mais velha de Katharina Andersen, aprende a jogar golfe; ela tem 42% das ações da empresa da família, a Ferd — Foto: Reprodução/Instagram 8 de 9 Leonardo Del Vecchio, de 28 anos, é um dos herdeiros que trabalha na empresa da família, a Luxótica. Ele é irmão de Clemente Del Vecchio — Foto: Reprodução/Instagram X de 9 Publicidade 9 de 9 Leonardo Maria Del Vecchio é o diretor de estratégia da EssilorLuxottica, a maior empresa de óculos do mundo e proprietária da Ray-Ban, que seu pai presidiu até sua morte em junho de 2022 Veja fotos dos bilionários mais jovens do mundo Em sua decisão, analisada pela AFP, o juiz P. Casey Pitts determinou que a Meta de fato destruiu ou permitiu que dados essenciais desaparecessem, causando prejuízo ao autor da ação. A gigante da tecnologia alegou que levou dois anos para descobrir a existência desses dados em seus próprios sistemas, algo que o juiz considerou "simplesmente inacreditável". A Meta também argumentou que nunca teve acesso aos anúncios exibidos aos usuários, pois estes são montados em seus celulares ou computadores. O juiz rejeitou esse argumento, citando declarações de um engenheiro da empresa: a Meta "poderia ter retido esses dados, mas optou por não fazê-lo". No entanto, o juiz não constatou intenção de causar dano e, em vez disso, caracterizou a conduta da empresa como "negligência grave". Se o caso for a julgamento, o júri decidirá sobre essa questão. Mas, antes disso, a Meta ainda pode tentar arquivar o caso, argumentando que sua imunidade permanece em vigor e a protege de processos. O juiz Pitts terá que decidir essa questão sozinho, sem júri.
Meta é sancionada por destruir provas em processo movido por bilionário australiano
Gigante da tecnologia alegou que levou dois anos para descobrir a existência desses dados em seus próprios sistemas, algo que o juiz considerou 'simplesmente inacreditável'














