0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Justiça do Novo México considerou que redes sociais da Meta não protegem crianças dos perigos da internet — Foto: Tomasz Mikolajczyk/Pixabay Um tribunal do estado americano do Novo México ordenou nesta quinta-feira (6) que a Meta pague US$ 567 milhões e altere o funcionamento de suas plataformas para jovens usuários no estado, após concluir que a empresa é responsável por prejudicar a saúde mental de crianças. O juiz Bryan Biedscheid, em Santa Fé, decidiu que a empresa criou um problema de ordem pública no Novo México, concordando com o procurador-geral do estado, Raúl Torrez, do Partido Democrata. Torrez acusou a empresa de mídias sociais como Facebook e Instagram de projetar seus produtos para viciar jovens usuários e de não proteger crianças da exploração sexual em suas plataformas. Biedscheid ordenou que a empresa implemente uma série de medidas de segurança para jovens, incluindo limites mensais para o uso do Facebook e Instagram por adolescentes, restrições a notificações, controles mais rígidos sobre o contato de adultos com menores, salvaguardas para chatbots com inteligência artificial e revisão aprimorada de denúncias de abuso sexual infantil, sob uma ordem de US$ 567 milhões que permanecerá em vigor por cinco anos. A Meta afirmou que recorrerá da decisão e que tem trabalhado para identificar e remover conteúdo prejudicial de suas plataformas. "Continuamos confiantes em nosso histórico de proteção de adolescentes on-line e continuaremos a nos defender contra alegações que distorcem os fatos", disse a Meta em um comunicado. A decisão veio na segunda fase do processo do Novo México. Em março, um júri considerou que a Meta violou a lei de proteção ao consumidor do estado ao deturpar a segurança do Facebook e do Instagram para jovens usuários. O júri ordenou que a empresa pagasse US$ 375 milhões em indenização. Biedscheid ouviu três semanas de depoimentos durante o segundo julgamento do processo, que não envolveu um júri. O foco foi exclusivamente em saber se as plataformas da Meta criavam um "incômodo público" de acordo com a lei do Novo México. O caso está sendo acompanhado de perto, já que estados, municípios e distritos escolares em todo o país buscam ações semelhantes, tentando forçar mudanças no setor.