Os governos serão pressionados, na conferência climática anual das Nações Unidas, a ajudar a impulsionar a demanda por créditos de carbono e a viabilizar mais de US$ 50 bilhões (R$ 255 bilhões, na cotação atual) por ano em financiamento adicional para que economias em desenvolvimento enfrentem desafios como a redução de emissões.
O objetivo de ampliar o uso dos mercados de carbono é liderado pela Turquia, país anfitrião da COP31, que será realizada na cidade de Antália em novembro.
"Mobilizar capital privado na velocidade e na escala necessárias significa garantir que todas as ferramentas disponíveis sejam usadas de forma eficaz, e os mercados de carbono estão entre as mais subutilizadas", afirmou em entrevista Murat Kurum, ministro do Meio Ambiente do país e presidente da conferência. "Queremos que os mercados de carbono ocupem seu devido lugar na arquitetura do financiamento climático."
Para facilitar esse objetivo, a Turquia confirmou na última quinta-feira (6) que aderiu à Coalizão para Expandir os Mercados de Carbono, iniciativa criada no ano passado e liderada por países como Reino Unido, Quênia e Singapura para reforçar a demanda empresarial por créditos de carbono de alta integridade. A medida dá continuidade à promulgação, no ano passado, da primeira lei climática do país, que estabeleceu a base jurídica para a criação de um sistema doméstico de comércio de emissões de gases de efeito estufa.









