A defesa de Rafael Campos Soares da Fonseca, cujo concurso para professor da USP foi anulado após a apresentação de cartas assinadas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), integrantes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e outras autoridades, diz que recorrerá da decisão.
Um pedido de reconsideração deve ser levado à Congregação da Faculdade de Direito, responsável pela decisão, e também há possibilidade de recurso ao Conselho Universitário, órgão máximo da instituição.
Em manifestação enviada neste sábado (8) à Folha, os advogados afirmam que a anulação, decidida na última quinta-feira (6), não encerra a discussão na esfera administrativa e justificam as cartas como "espontâneas".
Fonseca é filho do ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca.
As cartas apresentadas por Fonseca são o principal ponto de controvérsia em torno do processo seletivo. Segundo a defesa, "os documentos não tinham como objetivo pressionar ou influenciar os integrantes da banca, mas atestar a trajetória profissional e acadêmica do candidato".










