0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um navio porta-contêineres no Terminal APM Maersk no Porto de Los Angeles, na Califórnia — Foto: Bloomberg Em menos de uma semana, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, protocolou duas representações que atingem a expansão portuária da gigante dinamarquesa Maersk no Brasil. Na primeira, com pedido de medida cautelar, Furtado pede a suspensão dos efeitos da renovação antecipada — até 2047 — do contrato da BTP, terminal de Santos controlado por Maersk e MSC. A peça cita indícios de sobrepreço de até 135% apontados pela própria Antaq, divergências de R$ 104 milhões em obras civis e descumprimento, pela agência, de determinação do próprio TCU de auditar de forma independente a Fase 3 do projeto, orçada em R$ 2,5 bilhões. Na segunda, protocolada na terça-feira, o alvo é o terminal de contêineres recém-inaugurado pela APM Terminals (Maersk) em Suape. Furtado pede que o TCU apure se o empreendimento de R$ 2 bilhões foi autorizado a ocupar e explorar áreas da União sem regularização patrimonial, sem manifestação da Secretaria do Patrimônio da União e sem recolher contraprestação ao erário — um ofício do próprio governo, de dezembro de 2025, reconhecia que a manifestação da SPU era “de extrema importância” e ainda não existia. O terminal começou a operar em junho. Procuradas, Antaq e BTP já haviam dito que cumprem todos os requisitos regulatórios.