Os dinossauros atingiram proporções gigantescas. Alguns dos herbívoros de pescoço longo foram os maiores animais terrestres que já existiram, a exemplo do Argentinosaurus, com um peso de 70 a 90 toneladas e mais de 30 metros de comprimento. Mas e os dinossauros minúsculos? Até onde sabemos, eles nunca existiram.
Uma nova pesquisa, publicada nesta quarta-feira (5) no periódico Evolution, investiga por quê. Cientistas empregaram modelos matemáticos para explorar a evolução do tamanho corporal em diferentes grupos de vertebrados. Eles concluíram que a energética e a fisiologia podem explicar o tamanho de mamíferos, aves voadoras e tartarugas, mas esses fatores não conseguem explicar a ausência de dinossauros pequenos, à exceção, é claro, de seus descendentes avianos.
Fóssil de um Microraptor estimado em 130 milhões de anos - Spencer Platt/Getty Images - 10.mai.05/AFP
Para os autores do estudo, outras dinâmicas estavam em jogo. Eles levantaram a hipótese de que, como os primeiros mamíferos já ocupavam com eficiência os nichos ecológicos destinados a pequenos animais, sua presença impediu que os dinossauros evoluíssem para tamanhos corporais minúsculos adaptados a esses nichos.
"Sabemos, com base em observações de animais vivos e no registro fóssil, que a maioria dos grupos animais possui integrantes que atingem tamanhos corporais muito pequenos e que esses pequenos animais geralmente dominam seus ecossistemas", disse a paleontóloga Stephanie Lechki, pesquisadora de pós-doutorado da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, e uma das autoras do novo estudo.











