Candidatos às eleições de outubro poderão pedir que suas vozes sejam banidas para criação de áudios com inteligência artificial. A restrição foi fixada por meio de um acordo assinado entre o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, e a empresa de inteligência artificial ElevenLabs.
O documento, chamado de memorando de entendimentos, foi assinado na última segunda-feira (3) e tem validade até 31 de dezembro deste ano. O texto detalha as obrigações técnicas, fixa o compromisso com a proteção de dados e a vigência da cooperação.
Ele também estabelece que a ElevenLabs auxilie na investigação de conteúdos fraudulentos. A plataforma é especializada em áudio e síntese de fala. Este é o primeiro acordo com uma plataforma originalmente de IA firmado pelo TSE. A corte tem ainda termos assinados com a Meta ou o Gemini, por exemplo.
À frente das primeiras eleições presidenciais com uso massivo de inteligência artificial, Kassio vinha afirmando a interlocutores que priorizaria ações educativas, reduzindo as punições e a remoção de conteúdo. Ele já propôs a criação de uma comissão de IA para elaborar soluções.
De acordo com o texto, a empresa vai manter uma lista de vozes protegidas (No-go Voices) para restringir a reprodução sintética das vozes de figuras públicas, incluindo candidatos e servidores eleitorais considerados relevantes.










