Para Nunes Marques, presidente do TSE, o ambiente digital será um desafio no pleito em outubro Presidente do TSE, ministro Nunes Marques — Foto: Luiz Roberto/TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kássio Nunes Marques se reuniu com os presidentes e representantes de partidos políticos para assinar um termo de compromisso pela integridade das eleições de outubro. O texto inclui iniciativas de combate à desinformação, uso responsável de IA, participação e inclusão e fortalecimento da confiança no processo eleitoral. Durante cerimônia realizada para a assinatura do termo, Nunes Marques destacou que o ambiente digital será um dos principais desafios do pleito de outubro e que o seu uso responsável dependerá da colaboração de todos. “Todos sabemos que os desafios desta eleição não serão pequenos. Diante de um ecossistema digital complexo, o uso ético e responsável das ferramentas de Inteligência Artificial depende, indubitavelmente, da participação de todos os contendores da eleição e da Justiça Eleitoral”, afirmou. O ministro ainda destacou que será imparcial na análise dos casos que forem levados à Justiça Eleitoral, dizendo confiar de que os partidos também manterão “o nível do debate público, de forma a concentrar o esforço de campanha na apresentação de soluções aos muitos problemas que persistem em nosso amado país". O acordo Entre as medidas assumidas pelos partidos estão o incentivo à participação de eleitores e eleitoras, o respeito às diferenças ideológicas e partidárias, a orientação de candidatas, candidatos, filiadas e filiados sobre seus direitos e deveres no processo eleitoral e a defesa da segurança, da integridade e da confiabilidade do sistema eleitoral. O texto também prevê a utilização responsável de ferramentas de IA e outras tecnologias, a divulgação de conteúdos educativos produzidas pela Justiça Eleitoral e a adoção de medidas para ampliar a acessibilidade de pessoas com deficiência. Outro ponto é o compromisso em cumprir as regras sobre candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas e o combate à violência política, especialmente a de gênero. O acordo também reafirma o compromisso das agremiações com o Estado Democrático de Direito, o respeito às instituições e o reconhecimento do voto como expressão legítima da cidadania. Em 2022, a integridade do processo eleitoral foi alvo de questionamentos de partidos na Justiça Eleitoral, incluindo o PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, que iniciou uma ação para invalidar votos do segundo turno das eleições daquele ano.