Uma das propostas em debate no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para regular as pesquisas eleitorais é restringir a inclusão de áudios e vídeos em questionários pelos institutos, sob o argumento de que esse recurso pode aumentar as chances de manipulação nas respostas dos eleitores.
A corte, no entanto, não pretende impor um ritmo acelerado para retomar o julgamento que trata do tema. A definição deve ser adiada para, pelo menos, agosto —a propaganda eleitoral nas ruas e na internet tem início no dia 16 desse mês.
Após censurar uma pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou em plenário no início de junho que convidaria os institutos para conversas, mas as reuniões ainda não foram agendadas. A dificuldade seria encontrar uma data para que todos os envolvidos participem da audiência.
O entorno de Kassio calcula que o magistrado tem o apoio da maior parte do plenário do TSE para aprovar a regulamentação que for costurada.
Na sessão do TSE que começou a tratar do tema, Dias Toffoli levantou a preocupação com a possibilidade da presença de material audiovisual, depois de dizer que os institutos devem ter independência.










