Há cerca de um mês, o governo de Donald Trump anunciou que não têm a intenção de renovar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá nos termos atuais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou nesta quarta-feira (5) que a revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) é um ponto de atenção da companhia, mas não representa um risco adicional. Há cerca de um mês, os EUA anunciaram que não têm a intenção de renová-lo nos termos atuais. Para o executivo, no entanto, as discussões técnicas têm avançado, e — caso sigam para o caminho que estão esperando — se encaminhará de uma forma que “não traz nenhum risco adicional nos negócios”. “Pode trazer um pouco mais de notícias positivas pra nós do que a gente tem atualmente”, disse, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre deste ano junto a analistas. Confira os resultados e indicadores da Gerdau e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Ele afirmou que as equipes da companhia, especialmente no México, têm debatido juntamente com o Ministério da Indústria e o governo federal mexicano os temas relacionados a aço e automóveis. “Tem um viés americano de evitar triangulação de produtos chineses que entram nos Estados Unidos via México. Então essa questão assim de produção, de garantia de produção de veículo no México, tem sido um ponto central desses debates.” Na mesma ocasião, o comando da companhia comentou a parada em alguns equipamentos na usina de Midlothian, no Estado americano do Texas. De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da Gerdau, Rafael Japur, a interrupção não deve afetar a companhia em termos de volume, em virtude da preparação via estoque, mas pode haver um impacto do ponto de vista de custos estimado entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões em efeito transitório não recorrente. Japur afirmou que o panorama divulgado pela companhia em relação ao desempenho no terceiro trimestre na América do Norte não considerou aumentos recentes nos preços de aço observados no fim da última semana. “Já tivemos o mês de julho que andou sem esse aumento de preços, que não é retroativo por óbvio. Ele tem uma data de implementação ao longo do mês de agosto então terá um efeito da carteira não integral, então ele não tá integralmente capturado no nosso ‘outlook’”, disse. Werneck afirmou que a Gerdau está adotando uma postura “conservadora ou realista” a respeito do desempenho nos Estados Unidos no sentido macroeconômico. “Será que tem espaço realmente pra ampliação de margens assim? Será que os preços vão continuar subindo indefinidamente?”, questionou na mesma ocasião. Brasil Sobre a operação no Brasil, os executivos reforçaram a expectativa de que avance nesta segunda metade do ano a discussão de medidas antidumping com foco em produtos laminados e bobinas a quente. “A gente tem muita confiança no trabalho do Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] com relação à recomendação do pleito de defesa da concorrência de antidumping”, reiterou Japur. A expectativa é que a recomendação avance no fim de agosto e se dê até o fim do ano a conclusão da investigação sobre o tema, concluiu. Presidente da Gerdau, Gustavo Werneck — Foto: Julio Bittencourt/ Valor
Gerdau diz que revisão de acordo comercial da América do Norte é ponto de atenção, mas não traz risco extra
Há cerca de um mês, o governo de Donald Trump anunciou que não têm a intenção de renovar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá nos termos atuais






