Trump, que impôs tarifas de 25% sobre o setor automotivo do México e do Canadá, de 50% sobre os metais e de 10% sobre a madeira, tem reiterado que não deseja prorrogar o USMCA, lançado por ele em 2020 O governo de Donald Trump negou nesta quarta-feira prorrogar o acordo comercial dos Estados Unidos com o México e o Canadá, iniciando dessa forma uma contagem regressiva para desfazer o pacto à medida que busca mudanças para trazer de volta ao país empregos no setor industrial. A decisão, divulgada após seis anos de revisão do acordo comercial entre EUA, México e Canadá, chamado de USMCA, mantém o pacto em curso por mais 10 anos, com revisões anuais, até que venha a expirar, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações. “Os EUA não concordaram em renovar o acordo USMCA em sua forma atual”, disse em comunicado o representante do Escritório Comercial dos EUA, Jamieson Greer. “Em consequência, o USMCA não está sendo renovado. Os EUA continuarão engajados com México e Canadá na abordagem das falhas do acordo e dos nossos déficits comerciais com esses países”. Greer disse também que os EUA levarão adiante a rodada de negociação bilateral com o México programada para a semana de 20 de julho. Uma autoridade sênior do governo americano disse que as negociações na Cidade do México terão como foco o fortalecimento das regras de origem, dos EUA, para automóveis e outros bens industriais, bem como salvaguardas que impeçam outros países de se beneficiar do acesso ao USMCA O ministro canadense Dominic LeBlanc, responsável pelo acordo comercial com os EUA, disse em comunicado que o USMCA permanece em “pleno vigor” até 2036 e que pode ser prorrogado a qualquer tempo por outro período de 16 anos. LeBlanc, que participou de uma reunião virtual com Greer e o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, acrescentou que o Canadá continuará a trabalhar sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao aço, alumínio e à madeira canadenses. “Concordamos sobre a importância de continuar as negociações e identificar caminhos para assegurar que os enquadramentos do comércio e de investimentos entre Canadá, EUA e México continuem a apoiar a prosperidade e a competitividade da América do Norte”, disse ele. A decisão era amplamente esperada na medida em que Greer havia dito que era necessário mais tempo para abordar os problemas do USMCA, incluindo os persistentes e crescentes déficits comerciais com o Canadá e o México. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse na quarta-feira, antes da decisão dos EUA ser anunciada, que uma prorrogação seria possível a qualquer tempo em que os três países cheguem a um entendimento, ao longo dos próximos 10 anos. “Não é um prazo final o de hoje”, disse Sheinbaum em entrevista coletiva diária, na Cidade do México. “Se em cinco meses ou três anos, as partes disserem ‘podemos estender por outros 16 anos’, será estendido. O trabalho conjunto continua – não é como se estivesse terminando hoje”, enfatizou. Trump, que impôs tarifas de 25% sobre o setor automotivo do México e do Canadá, de 50% sobre os metais e de 10% sobre a madeira, tem reiterado que não deseja prorrogar o USMCA, lançado por ele em 2020 como “o melhor acordo que já fizemos”. Em duas rodadas de negociações com o México, o governo Trump exigiu que os veículos montados na região tenham 50% de conteúdo produzido nos EUA, colocando o da área como um todo a 82%. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA,= — Foto: Graeme Sloan/Bloomberg
Em busca de concessões, EUA negam renovação de acordo comercial com México e Canadá
Trump, que impôs tarifas de 25% sobre o setor automotivo do México e do Canadá, de 50% sobre os metais e de 10% sobre a madeira, tem reiterado que não deseja prorrogar o USMCA, lançado por ele em 2020













