Encontro ocorreu no gabinete de Wellington César em Brasília; Marco Aurélio afirmou que pediu providências contra supostos vazamentos na PF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP Em meio ao avanço de investigações na Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o advogado dele, Marco Aurélio de Carvalho, teve um encontro nesta segunda-feira com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A reunião ocorreu no gabinete do ministro no Palácio da Justiça, em Brasília. Segundo Marco Aurélio, o encontro durou uma hora e serviu para que ele pedisse providências sobre supostos vazamentos de dados de inquéritos em curso que miram o filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PF pediu a abertura de três apurações contra Lulinha por suposto envolvimento em esquemas de tráfico de influência - duas delas foram instauradas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nos últimos dias. — Eu pedi para que ele (Wellington) tome providências enérgicas para apurar a conduta dos servidores que possam, por ventura, ter vazado algum tipo de dado sigiloso. Então, ele me recebeu bem e disse que vai tomar providências enérgicas — afirmou Marco Aurélio. Procurado, o ministro não quis se pronunciar. Interlocutores de Wellington afirmaram que Marco Aurélio veio ao gabinete para protocolar um pedido de apuração sobre os vazamentos e lhe avisou sobre o requerimento. O advogado também disse ao ministro que precisa ter acesso aos autos do inquérito para que possa fazer a defesa de Lulinha - o que, segundo ele, ainda não foi deferido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministério da Justiça é o órgão ao qual a PF está subordinada. Crítico da operação Lava Jato, o advogado, que também é amigo de Lulinha, classificou os vazamentos relacionados ao filho do presidente como “muito graves — Na época da Lava Jato se vazavam dados dos inquéritos. Agora, estão sendo vazadas informações de inquéritos que nem sequer foram abertos - o que é mais grave ainda — completou. Marco Aurélio também afirmou que conversou por telefone com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre os supostos vazamentos e protocolou uma petição ao comando da corporação para identificar e punir os servidores responsáveis. Procurada, a Polícia Federal também não se manifestou. Os dois inquéritos abertos por Mendonça tratam da relação de Lulinha com pessoas que buscavam contratos no Ministério da Saúde e no Dataprev, empresa pública de tecnologia responsável pela base de dados do INSS, durante o terceiro mandato de Lula. Entre esses interlocutores estava Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", empresário suspeito de operacionalizar o desvio de pagamentos a aposentados, que está preso desde setembro de 2025. A PF levantou informações de que Lulinha fez uma viagem à Europa bancada por Antunes no fim de 2024 — portanto, antes de ele virar alvo das investigações sobre as fraudes no INSS. Naquela época, Antunes era dono de uma empresa que fornecia medicamentos à base de cannabis e estava tentando fechar contratos com o poder público. Os investigadores elencaram provas do relacionamento entre os dois, mas não viram conexões com o caso do INSS e, por isso, pediram apurações à parte. Os indícios tiveram origem em quebras de sigilo telemático e fiscal autorizados pelo Supremo. O advogado chamou os pedidos da PF de "pirotecnia" e tentativa ilegal de fazer uma "pesca probatória", uma investigação genérica sem foco específico. — É mais do mesmo. A Polícia Federal está adotando a estratégia da tentativa e erro. "Não achei aqui, vou tentar ali". É a chamada "melhor de três", isso é pirotecnia, é pesca probatória. Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei, mas não podemos permitir que ele esteja abaixo dela — afirmou Marco Aurélio. A defesa de Antunes afirmou que não vai se manifestar sobre o caso, porque ainda não teve acesso a nenhum auto sobre as novas investigações e ficou sabendo da informação pela imprensa.
Em meio ao avanço de investigações na Polícia Federal, advogado de Lulinha se reúne se com ministro da Justiça
Encontro ocorreu no gabinete de Wellington César em Brasília; Marco Aurélio afirmou que pediu providências contra supostos vazamentos na PF















