[RESUMO] O texto revisita o cubano José Lezama Lima (1910-1976), um dos grandes nomes da literatura latino-americana, destacando sua teoria da imagem e seus diálogos com o Brasil. O autor relembra sua peregrinação por Havana atrás de seus rastros e reflete sobre memória e devoção poética, 50 anos após a morte do escritor.
"Espécie de síntese criolla de Mallarmé e Proust". Assim o poeta e tradutor Haroldo de Campos definiu o cubano José Lezama Lima, autor do revolucionário romance "Paradiso", publicado em 1966, em Havana. Nascido em 1910, o autor morreu há 50 anos, em 8 de agosto de 1976.
Admirado por Julio Cortázar, Octavio Paz e Wallace Stevens, Lezama teve excelentes traduções, acompanhadas de alentados estudos, publicadas no Brasil. São os livros "A Expressão Americana", vertido por Irlemar Chiampi (1988, Brasiliense), e, por Josely Vianna Baptista, "Paradiso" (1987, Brasiliense), "Fugados" (1993, Iluminuras) e "A Dignidade da Poesia" (1996, Ática).
Ainda com todo sex appeal, o sexagenário "Paradiso" retrata a doce danação de um jovem em busca do autor-em-si, cujo nome é Cemí, e de sua vocação literária e existencial, por inframeios e extravios de um heteróclito romance de formação, em que a erótica da linguagem é de exemplar exuberância e pronunciada protuberância.








