A agência de classificação de risco Moody's prevê que uma nova avaliação de nota de risco do Brasil será feita apenas em 2027, após o resultado das eleições para presidente, deputados federais e senadores.
A previsão veio de William Foster, vice-presidente de risco soberano da Moody's Ratings, em evento nesta quinta-feira (30). Ele afirmou que haverá um comitê de avaliação de risco após eleições no ano que vem, sem uma data já marcada. Porém, se necessário, o país pode ser reavaliado anteriormente.
"Independentemente de qual governo assuma o poder, as decisões de política fiscal e o roteiro que será traçado para os próximos anos serão determinantes para a classificação de risco do Brasil. Esse é, atualmente, o fator mais importante para a nota de crédito do país", disse William Foster, vice-presidente de risco soberano da Moody's Ratings.
Em maio deste ano, a agência de avaliação de risco alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil de positiva para estável, mantendo-a em Ba1, abaixo do grau de investimento, o que reduz o fluxo de capitais para o país.
Foster estima que é necessário um ajuste fiscal equivalente a cerca de 2% a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil nos gastos primários para estabilizar a trajetória da dívida pública e reduzir o risco fiscal do país.








