Eleições 2026

Em outubro, voltaremos às urnas para escolher o presidente da República. Como em toda eleição, haverá uma profusão de promessas. Na saúde, não faltarão candidatos prometendo hospitais, médicos, exames, cirurgias, fila zero e até canetas emagrecedoras.

Mas, depois de tudo o que vivemos e sofremos nos governos Temer e Bolsonaro, é preciso exigir mais. Os candidatos precisam dizer claramente qual SUS pretendem construir, como irão financiá-lo e que compromissos assumirão para transformar em realidade o direito constitucional à saúde.

O ponto de partida é inequívoco: o SUS é uma das nossas maiores conquistas civilizatórias, uma política que acompanha cada brasileiro antes mesmo do nascimento. Defendê-lo significa defender a vida e enfrentar desigualdades.

A primeira pergunta aos candidatos deve ser, portanto: quanto pretendem investir no SUS? Não haverá sistema universal, integral e de qualidade sem financiamento adequado e sustentável. O compromisso de avançar progressivamente para um investimento público correspondente a 6% do PIB precisa ocupar o centro do debate eleitoral.