As convenções partidárias estão definindo os candidatos. Teremos eleições em pouco mais de dois meses. É hora de discutir as propostas dos candidatos ao Executivo e ao Legislativo.
Eu sei, não é bem assim, mas eis meu resumo das questões econômicas que o próximo governo deveria enfrentar.
A questão fiscal é urgente. Temos déficit nas contas públicas, mas o Executivo tem poucos recursos para investir. Precisamos de ajustes substanciais. O déficit precisa diminuir, e a taxa básica de juros precisa despencar.O Legislativo tem sua culpa. O modelo brasileiro de emendas parlamentares dá um enorme poder aos deputados para alocar recursos públicos, muito mais do que nos países desenvolvidos. Muito dinheiro é drenado para redutos eleitorais.
O argumento de que o parlamentar conhece melhor que o Executivo as necessidades de cada região não sobrevive a um mínimo de escrutínio. O Executivo é responsável pelas contas públicas e sabe comparar o valor de um real gasto em diferentes municípios. Precisamos acabar com essas emendas. Algum candidato ao Legislativo vai defender isso?
Sempre que um novo governo toma posse, discutem-se ajustes na Previdência. Em 2003 houve uma grande reforma; em 2007, só discussões; em 2011 e 2012, mudanças menores; e em 2015, mudanças como a tabela 85/95. O governo Temer em 2017 propôs uma reforma que não andou no Congresso, mas em 2019 houve outra grande reforma. 2023 foi uma exceção, não houve discussão sobre Previdência. Vai haver em 2027? Seria bom falarmos sobre isso agora.O salário mínimo acompanha a inflação e o crescimento do produto. O novo arcabouço fiscal complicou um pouco a regra, mas a ideia é essa. Faria mais sentido o salário mínimo acompanhar a inflação e o crescimento da renda per capita, não da renda total. Assim, o salário mínimo tem valorização real mais compatível com o crescimento da produtividade.











