A taxa média de juros cobrada das famílias no crédito livre –em que as condições são pactuadas entre bancos e clientes– subiu em junho a 64% ao ano, ante 62,8% ao ano em maio, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (30).

Com a elevação de 1,2 ponto percentual, o juro médio dessa modalidade atingiu o maior patamar em quase dez anos. Em abril de 2017, a taxa a pessoas físicas nos recursos de livre negociação era de 66,6% ao ano.

A taxa média de juros do crédito pessoal não consignado puxou o crescimento mensal, que saltou de 120,3% ao ano em maio para 127,3% ao ano em junho –elevação de 7 pontos percentuais. Os dados mostram uma influência ainda maior da modalidade sem garantias, na qual o juro médio atingiu 149,5% ao ano no mês passado.

No crédito consignado, a taxa média de juros cobrada dos trabalhadores do setor privado subiu ligeiramente em junho, a 54% ao ano, contra 53,9% ao ano em maio.

Os altos juros pressionam os orçamentos já comprometidos das famílias brasileiras. O superendividamento da população está entre as preocupações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que renovou o Desenrola Brasil até 31 de agosto. O programa é uma das apostas para alavancar a popularidade do presidente no ano eleitoral.