O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, um pouco mais do que o esperado, após recuo de 0,50% no mês anterior, mostraram dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (30).
A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,09%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,76%.
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,74% em julho, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, influenciado por combustíveis e derivados de petróleo."A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no estreito de Hormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos", comentou Matheus Dias, economista do FGV Ibre.
No entanto, após alguns dias de alívio, as tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar e o preço do petróleo voltou a subir, o que deve repercutir nos preços de agosto.
Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho."O IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas —item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV (querosene de aviação)", disse Dias.










