Resultado segue influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo; IGP-M acumulou alta de 2,76% em 12 meses O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, depois de ter recuado 0,50% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O resultado ficou abaixo da mediana de queda de 1,01% das estimativas dos economistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (-1,42% a -0,20%). Em julho de 2025, o IGP-M havia caído 0,77% e acumulava alta de 2,96% em 12 meses. Com o resultado de julho, o índice acumula alta de 2,76% em 12 meses. Esse resultado ficou abaixo da mediana de 2,91% das estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (2,50% a 3,77%) para o ano. Em 2026, o indicador tem alta acumulada de 2,08%. Na primeira prévia do mês, o indicador havia recuado 0,39% e, na segunda, tido queda de 1,11%. “O resultado do IGP-M segue amplamente influenciado pelo IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo], que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo. A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. Em julho, o IPA caiu 1,74%, ante recuo de 0,97% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,82% em julho, de alta de 0,23% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,16% em junho para -0,10% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou avanço de 0,35% em julho, ante 0,45% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, recuou de 0,31% em junho para -0,40% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda de -2,76% em junho para -3,89% em julho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,01% em julho, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando subiu 0,47%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram recuo: Alimentação (1,02% para -0,74%), Habitação (0,64% para 0,35%), Vestuário (0,14% para -1,03%), Despesas Diversas (1,09% para 0,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,55% para 0,23%) e Comunicação (0,07% para 0,00%). Duas classes de despesa registraram movimento oposto à maioria, Transportes arrefeceu de -0,35% para -0,09%, e Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,37% para 0,80%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,62%, porém inferior à taxa de 0,85% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 0,86% para 0,42%; Serviços reduziu de 0,28% para 0,25%; e Mão de Obra manteve o movimento de alta de 0,91% para 0,93%. — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo
IGP-M cai 1,16% em julho e acumula alta de 2,76% em 12 meses, informa FGV Ibre
Resultado segue influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que registrou nova baixa puxada por combustíveis e derivados de petróleo; IGP-M acumulou alta de 2,76% em 12 meses









