O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,84% em maio, depois de ter aumentado 2,73% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O resultado ficou abaixo da mediana de 0,86% das estimativas dos economistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (0,21% a 1,55%). Em maio de 2025, o IGP-M caiu 0,49%. Com o resultado de maio, o índice acumula alta de 1,95% em 12 meses. Esse resultado ficou abaixo da mediana de 1,97% das estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (1,48% a 2,68%) para o ano. Em 2026, o indicador tem alta acumulada de 3,79%. Na primeira prévia deste mês, o indicador havia tido alta de 0,27% e, na segunda, subido 0,86%. “A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,91% em maio, ante elevação de 3,49% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 1,10% em maio, de 0,90% em abril. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, desacelerou de 0,78% em abril para 0,57% em maio. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 1,43% em maio, ante 2,81% observada no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 2,11% em abril para 0,87% em maio. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 0,43% em maio, registrando um recuo importante, em relação à taxa de 5,78% observada no mês anterior. Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,61%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 0,94%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três apresentaram recuo: Transportes (2,26% para -0,31%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,95% para 0,64%) e Vestuário (0,40% para 0,36%). Em contrapartida, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Habitação (0,46% para 0,95%), Educação, Leitura e Recreação (-0,26% para 0,25%), Alimentação (1,15% para 1,30%), Despesas Diversas (0,55% para 0,91%) e Comunicação (-0,02% para 0,05%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve evolução de 0,77% em maio, inferior à taxa de 1,04% observada em abril. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 1,40% para 1,08%; Serviços retrocedeu de 0,97% para 0,50%; e Mão de Obra desacelerou de 0,61% para 0,43%. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
IGP-M sobe 0,84% em maio e acumula 1,95% em 12 meses, informa FGV Ibre
Menor intensidade do índice foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas, afirmou a FGV














