O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,87% em maio, depois de subir 2,41% em abril, informou hoje o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A variação ficou acima da mediana das estimativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,79%, e dentro do intervalo das projeções (0,63% a 0,95%). Com esse resultado, o índice acumula variação de 2,53% em 12 meses, acima da mediana de 2,39% das estimativas colhidas pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (de 2,29% a 2,60%). Em maio de 2025, o IGP-DI havia registrado queda de 0,85% e acumulava alta de 6,27% em 12 meses. No ano, o indicador tem elevação acumulada de 3,82%. "A desaceleração significativa em relação a abril pode ser atribuída à agropecuária, que registrou queda nos preços e influenciou os resultados do IPA e do IPC. No âmbito dos preços ao produtor, destacam-se as retrações nos preços do café (em grão), da cana-de-açúcar e do milho (em grão), o que contribuiu para uma alta menos intensa do índice. Vale ressaltar que os dois últimos produtos também impactaram os preços do álcool etílico anidro (etanol), cujas principais matérias-primas são o milho e a cana-de-açúcar. No varejo, a redução nos preços dos combustíveis também foi observada, com o etanol registrando queda de 6,9%”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,95% em maio, ante elevação de 3,09% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,91% em maio, de alta de 0,79% em abril. Em movimento oposto, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,86% em abril para 0,00% em maio. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,77% em maio, ante taxa de 3,27% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,12%, de 2,78% em abril. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 1,10% em maio, de 4,57% no mês anterior. Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,60%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando subiu 0,88%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três classes apresentaram recuo: Transportes (1,47% para ‑0,71%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,33% para 0,47%) e Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,20%). Em contrapartida, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Habitação (0,46% para 1,18%), Despesas Diversas (0,10% para 1,38%), Vestuário (0,02% para 0,99%), Alimentação (1,19% para 1,29%) e Comunicação (0,00% para 0,09%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,88% em maio, porém inferior à taxa de 1,00% em abril. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 1,38% para 1,21%; Serviços retrocedeu de 1,12% para 0,57%; e Mão de Obra reduziu de 0,52% para 0,50%. O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,42% em maio, repetindo o resultado apurado no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 48 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 28 apresentaram taxas abaixo de 0,18%, linha de corte inferior, e 20 registraram variações acima de 0,72%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 64,84%, 0,65 ponto percentual acima do registrado em abril, quando o índice foi de 64,19%. — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
IGP-DI sobe 0,87% em maio, informa FGV
Índice acumulou variação positiva de 2,53% em 12 meses, acima da mediana de 2,39% das estimativas do mercado








