Energia elétrica foi a principal influência para a alta do IPCA-15 de julho, com variação de 3,03% O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação oficial no país – subiu 0,06% em julho, após alta de 0,41% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a menor taxa para um mês de julho desde 2023 (-0,07%). Em julho de 2025, o IPCA-15 teve alta de 0,33%. O resultado ficou abaixo da mediana das 23 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo VALOR DATA - que estimavam alta de 0,21% – e abaixo do piso das estimativas. O intervalo ia de alta de 0,17% a 0,28%. Com o dado de junho, o IPCA-15 acumula alta de 4,52% em 12 meses, ainda acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central para 2026, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Até junho, o resultado em 12 meses era de 4,80%. Já o resultado acumulado do IPCA-15 em 2026, até julho, foi de 3,51%. O resultado em 12 meses ficou abaixo da mediana das 23 estimativas coletadas pelo VALOR DATA, que era de 4,67%, com intervalo entre 4,46% e 4,74%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central para 2024 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Setores A inflação se espalhou menos pelos itens que compõem o IPCA-15. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, caiu de 60,2% em junho para 48,2% em julho, segundo cálculos do VALOR DATA considerando todos os itens da cesta. Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador recuou para 51,2% em julho, de 59% em junho. Das nove classes de despesas usadas no cálculo, sete tiveram desaceleração na passagem entre junho e julho. Foram observadas taxas menores de inflação em alimentação e bebidas (de 0,74% para -0,66%); artigos de residência (de 0,36% para 0,18%); vestuário (de 0,45% para -0,33%); saúde e cuidados pessoais (de 0,47% para 0,28%); despesas pessoais (de 0,34% para 0,08%); educação (de -0,02% para -0,04%); e comunicação (de 0,34% para -0,02%). Apenas duas classes de despesas registraram taxas maiores: habitação (de 0,72% para 0,97%) e transportes (de -0,03% para 0,11%). Energia elétrica foi a principal influência para a alta do IPCA-15 de julho, com variação de 3,03% e impacto de 0,12 ponto percentual. Os preços de alimentação e bebidas caíram 0,66%, após oito meses seguidos de altas. Essa foi a maior deflação do índice em quase dois anos, desde agosto de 2024 (-0,80%) e a principal pressão para baixo no IPCA-15 do mês. No resultado em 12 meses, os preços acumulam alta de 3,66% até julho, ante 4,29% até junho. O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O indicador abrange nove regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba), além das cidades de Brasília e Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica. — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo
IPCA-15 sobe 0,06% em julho, menor taxa para o mês desde 2023
Energia elétrica foi a principal influência para a alta do IPCA-15 de julho, com variação de 3,03%








