Energia elétrica foi a principal influência para o aumento do índice no mês, com variação de 2,04% e impacto de 0,08 ponto percentual O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação oficial no país – subiu 0,41% em junho, após alta de 0,62% em maio, informou nesta quinta-feira (25) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho de 2025, o IPCA-15 teve alta de 0,26%. A taxa é a maior para um mês de junho desde 2022, quando foi de 0,69%. O resultado ficou abaixo da mediana das 29 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que estimavam avanço de 0,44% em junho. O intervalo das estimativas registradas foi de alta 0,33% a aumento de 0,57%. Com o dado de junho, o IPCA-15 acumula elevação de 4,8% em 12 meses. Até maio, o resultado em 12 meses era de 4,64%. Já o resultado acumulado do IPCA-15 em 2026, até junho, foi de 3,45%. O resultado em 12 meses ficou abaixo da mediana das 26 estimativas coletadas pelo Valor Data, que era de 4,83%, com intervalo entre 4,70% e 4,96%. Com isso, ficou acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central para 2026, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. A energia elétrica foi a principal influência para o aumento do IPCA-15 de junho, com variação de 2,04% e impacto de 0,08 ponto percentual. Classes Das nove classes de despesas usadas para cálculo do índice, seis tiveram desaceleração na passagem entre maio e junho. Foram observadas taxas menores de inflação, na passagem entre maio e junho, em alimentação e bebidas (de 1,38% para 0,74%); habitação (de 1,03% para 0,72%); saúde e cuidados pessoais (de 1,05% para 0,47%); despesas pessoais (de 0,50% para 0,34%); educação (de 0,01% para -0,02%); comunicação (de 0,36% para 0,34%). Por outro lado, foram observadas taxas maiores em artigos de residência (de 0,21% para 0,36%); vestuário (de 0,36% para 0,45%); e transportes (de -0,33% para -0,03%). O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O indicador abrange nove regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba), além das cidades de Brasília e Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica. — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo