Número veio bem abaixo do projetado por analistas de mercado, que esperavam alta de 0,22% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alimentos caem 1,14% em julho, puxando o resultado do mês para baixo — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 09:26 Inflação desacelera em julho com queda nos preços dos alimentos A prévia da inflação em julho desacelerou para 0,06%, abaixo dos 0,22% previstos por analistas. O IPCA-15, divulgado pelo IBGE, registrou 3,51% no ano e 4,52% em 12 meses. A queda nos preços de alimentos, como tomate e batata, contribuiu para o resultado. Em contrapartida, a energia elétrica subiu 3,03%, devido à bandeira tarifária amarela e reajustes em várias cidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O IPCA-15, que mede a prévia da inflação do Brasil, ficou em 0,06% em julho, após registrar alta de 0,41% em junho. O número, divulgado nesta terça-feira pelo IBGE, veio abaixo da expectativa de analistas de mercado, que projetavam 0,22%. No ano, o índice acumula alta de 3,51%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% observados na divulgação anterior, e mais próximo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%. O grupo responsável por puxar o resultado para baixo este mês foi o dos alimentos. A alimentação no domicílio teve recuo de 1,14% em julho, refletindo quedas nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Já no lado das altas ficaram a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%). O número do índice só não veio ainda menor por conta da energia elétrica, que subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no resultado do mês. Esse movimento é explicado pela vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, além de reajustes tarifários em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Também teve alta o grupo de saúde e cuidados pessoais (0,28%), com os preços dos produtos de higiene pessoal subindo. O perfume, por exemplo, teve alta de 1,74%. O plano de saúde também contribuiu para o resultado subindo 0,42%, após reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Uma desaceleração da inflação também apareceu no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda, que mostrou uma redução da projeção para o IPCA de 2026, para 5,12%. O número, segundo analistas, refletiu menor pressão do conflito no Oriente Médio, além dos efeitos da política monetária.