Índice acumulado em 12 meses recua para 4,44%, abaixo do limite de 4,5% pela primeira vez desde abril. Queda dos alimentos ajudou a conter o índice, enquanto energia elétrica e passagens aéreas pressionaram 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Compras no supermercado — Foto: Magnific Com a queda dos preços dos alimentos, que tem peso relevante na cesta das famílias, a inflação oficial desacelerou em julho. O IPCA, calculado pelo IBGE, subiu 0,07% no mês, após alta de 0,16% em junho. O freio levou o índice em 12 meses a recuar para 4,44%, abaixo do teto da meta estabelecido pelo Banco Central, de 4,5%, pela primeira vez desde abril. O resultado, porém, ainda está acima do centro da meta, de 3%. O resultado ficou próximo do esperado pelos analistas, que projetavam alta de 0,03%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Valor Data. A alta de 0,07% é a menor para um mês de julho desde 2022, quando o IPCA registrou deflação de 0,68%. Também foi a menor variação mensal desde agosto de 2025, quando o índice caiu 0,11%. O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, destaca o peso dos alimentos e da energia elétrica no resultado de julho. — Se a gente tirar a alimentação da conta, o índice subiria 0,27%. Sem energia elétrica, que foi o que subiu mais, teríamos uma deflação de -0,07%. Alimentos têm maior queda mensal em dois anos Um dos grupos que ajudou a conter a inflação em julho foi o de alimentos. Alimentação e bebidas caiu 0,67% na passagem de junho para julho, a maior queda mensal desde julho de 2024, quando recuou 1%. O resultado foi puxado principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu 1,14% no mês, também o maior recuo desde julho de 2024. Entre os alimentos que mais contribuíram para a queda estão o tomate, que ficou 29,09% mais barato, a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%). Na outra ponta, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas, 1,20%. Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho. O lanche passou de uma alta de 0,13% para 0,76%, enquanto a refeição subiu de 0,15% para 0,42%. Energia elétrica pressiona inflação Na outra ponta, Habitação teve a maior alta entre os grupos (alta de 0,99%), puxada principalmente pela energia elétrica residencial. A tarifa subiu 3,09% em julho, após alta de 1,53% em junho, e foi o principal impacto individual sobre o índice no mês. O resultado refletiu reajustes aplicados por concessionárias de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Também permaneceu em vigor em julho a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Os demais grupos tiveram variações entre a queda de 0,66%, em Vestuário, e a alta de 0,40%, em Saúde e cuidados pessoais. Veja a variação da inflação em julho por grupo de produtos e serviços: Alimentação e bebidas: -0,67%Habitação: 0,99%Artigos de residência: 0,07%Vestuário: -0,66%Transportes: 0,05%Saúde e cuidados pessoais: 0,40%Despesas pessoais: 0,22%Educação: -0,03%Comunicação: 0,04%
Inflação desacelera para 0,07% em julho e volta a ficar abaixo do teto da meta
Índice acumulado em 12 meses recua para 4,44%, abaixo do limite de 4,5% pela primeira vez desde abril. Queda dos alimentos ajudou a conter o índice, enquanto energia elétrica e passagens aéreas pressionaram










