No acumulado nos 12 meses até julho, o IPCA avançou 4,44%, ante 4,64% até junho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 IPCA desacelera para 0,07% em julho e registra a menor taxa para o mês desde 2022 — Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou para 0,07% em julho, após alta de 0,16% em junho, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a menor para meses de julho desde 2022, quando houve deflação de 0,68%. A taxa de julho ficou acima da mediana das projeções de 28 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de 0,03% de aumento. O resultado ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de recuo de 0,03% a elevação de 0,20%. A inflação medida pelo IPCA foi de 3,44% de janeiro a julho de 2026. No acumulado nos 12 meses até julho, o IPCA avançou 4,44%, ante 4,64% até junho. Pela mediana das projeções do Valor Data, a taxa esperada era de 4,40%. As estimativas variavam entre 4,34% e 4,55%. Com isso, o resultado dos 12 meses até julho ficou abaixo do teto da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central (BC). A meta de inflação é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Pelos novos parâmetros, da meta contínua de inflação, o IPCA ultrapassa o alvo se a inflação em 12 meses permanecer acima de 4,5% por seis leituras seguidas. As últimas duas leituras ficaram acima desse teto da meta: 4,72% em maio e 4,64% em junho. Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, houve recuo mais acentuado entre junho e julho em alimentação e bebidas (de -0,24% para -0,67%); enquanto foi observada desaceleração no ritmo de alta em artigos de residência (de 0,23% para 0,07%); transportes (de 0,17% para 0,05%); despesas pessoais (de 0,25% para 0,22%); e comunicação (de 0,19% para 0,04%). Educação apresentou leve alteração de junho para julho (de -0,02% para -0,03%) e vestuário mudou de direção (de 0,17% para -0,66%). Por outro lado, subiram mais habitação (de 0,63% para 0,99%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,23% para 0,40%).