0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lista de compras — Foto: Guito Moreto O IPCA de julho deve ficar próximo da estabilidade, com projeção de 0,07% na mediana das estimativas do Boletim Focus. No acumulado em 12 meses, a expectativa é de que fique em 4,40%, dentro do teto da meta. Alimentos e combustíveis podem registrar deflação. O índice será divulgado nesta terça-feira pelo IBGE. Em junho, a inflação ficou em 0,16% no mês e registrou 4,64% no acumulado em 12 meses. O economista André Galhardo, da Análise Econômica, salienta que, depois da forte aceleração dos preços provocada pelas tensões no Oriente Médio, o IPCA caminha para registrar a menor variação bimestral desde 2022. Para ele, a inflação de julho deve ficar estável. Para agosto, projeta uma deflação próxima de 0,20%, influenciada sobretudo pelo bônus de Itaipu, que deve reduzir as tarifas de energia elétrica. — Se confirmadas as projeções, o IPCA terá a menor inflação acumulada em dois meses desde setembro de 2022, quando o IPCA foi fortemente afetado pelas mudanças tributárias sobre os combustíveis — destaca. O economista André Braz, da FGV, calcula que a alimentação no domicílio deve registrar deflação de 1,03%, favorecida especialmente pelo recuo de tubérculos, raízes e legumes. Entre os destaques estão o tomate, com queda estimada de 27,33%; a batata-inglesa, de 20,70%; e a cenoura, de 14,94%. Vestuário, com recuo estimado de 1,32%, e combustíveis de veículos, de 1,03%, também devem contribuir para a redução do índice. — Na direção contrária, a principal pressão deve vir da energia elétrica residencial, com alta estimada de 1,91%. Também são esperados aumentos em artigos de residência (0,78%) e passagens aéreas (11,66%). Para Braz, o cenário aponta para uma inflação mais favorável em julho, mas ainda marcada por movimentos distintos. Enquanto alimentos e combustíveis, componentes mais voláteis, devem contribuir para a queda dos preços, alguns preços administrados e serviços continuam exercendo pressão. Apesar de o IPCA ficar dentro do teto da meta neste mês, as estimativas apontam que a inflação deve terminar o ano em 5%, especialmente pelo impacto previsto do El Niño. Também nesta terça-feira, o Copom divulga a ata da última reunião, na qual reduziu a Selic para 14%. De acordo com o Boletim Focus, o mercado acredita em mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros neste ano. Para Galhardo, embora o comunicado da última reunião tenha adotado um tom mais brando, especialmente ao destacar que as medidas de inflação subjacente convergiram para níveis abaixo do teto da meta, o Banco Central dificilmente sinalizará de forma explícita o próximo passo da política monetária.
IPCA: o que esperar da inflação de julho, que deve ficar perto da estabilidade
IPCA: o que esperar da inflação de julho, que deve ficar perto da estabilidade










